Mais difícil que viver entre dois mundos, é odiar ambos os lados.
Um, por ser aquilo que sente asco, outro porque aprendeu a odiar
Condenado pelos pecados que jamais cometi.
Pecando em pensamento naquilo com a alma jamais viverei
tentei, ah tu saber que tentei seguir meu caminho
mas o Porco Criador, me tinha outros planos
me fez sereno e com a alma quemando em desejos
desejo de consumir, desejo acima de tudo de destruir
e os falsos profetas ainda disem que serei condenaado pela minha auto destuição
condenação alguma seria mais crual do que aquilo que vivo hoje
uma mente livre aprisionada na podre carne
uma alma em chamas, debaixo de uma fachada morna
Sempre o belo, sempre o perfeitinho
jamais a perdição
embora há muito esteja perdido
sigo esperando, pois sei que como minha esperança, tudo há de acabar um dia
já me preocupei com formas, com fases, e com metrica
hoje me preocupo mais em como odiarte menos
em como aceitar-me torto
em como ser aquilo que o Porco me criou
Acredito sim em seu deus, pois hão há como tanta maldade ser obra do acaso
olhe ao seu lado
me fala da sua cruz
PORCO, tu és pior, a sua cruz nada vale diante daqueles que nem sequer pernas tem para levantar-se
teu deus ipocrita há de responder por isso. há de pagar por seus pecados
não dispensarei um só segundo a satisfazer a vaidade do Imundo que ganha templos enquanto meus irmãos morrem pelos Vossos pecados
hão irei abaixar a cabeça áquele que me aprisionou neste lixo
ainda queimo
ainda me lembro
e jamais perdoarei.